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Impactos e previsões para o segmento alimentício pós pandemia

23/07/20 10:31

Neste post, vamos analisar as mudanças no setor de alimentação, assim como quais são os impactos e as previsões para o segmento após a pandemia. Confira!

 

expectativas para o setor alimentício na pós pandemia

 

O novo coronavírus gerou grandes mudanças na sociedade, afetando todos os segmentos. Decretada em março de 2020 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia de Covid-19 no Brasil obrigou as pessoas a revisarem seus hábitos e criou um cenário que ninguém esperava, em que a regra é o distanciamento social.

A economia foi profundamente afetada, inclusive o ramo de alimentação. A crise econômica se instalou. Os cuidados com equipe e clientes devem ser redobrados nos restaurantes e bares para reduzir as possibilidades de contágio.

Neste post, vamos analisar as mudanças no setor de alimentação, assim como quais são os impactos e as previsões para o segmento após a pandemia de coronavírus no Brasil. Confira!

Os impactos da pandemia para o segmento ALIMENTÍCIO

De acordo com o IBGE, o consumidor brasileiro gasta aproximadamente 25% de sua renda com alimentação fora de casa. Em um estudo da Associação de Bares e Restaurantes (ABRASEL), houve um crescimento no mercado gastronômico superior a 10% nos últimos anos.

Dessa forma, nota-se a importância do segmento alimentício no Brasil e sua lucratividade até eclodir a crise econômica no Brasil devido ao coronavírus. Com a pandemia, o setor sofreu impactos significativos, incluindo a queda nas vendas por causa do isolamento social.

As mudanças no processo de produção

Se, antes, a higiene nos processos de produção do ramo alimentício já era uma preocupação constante, ela se tornou um fator determinante após a Covid-19. Afinal, manter a higienização em todas as etapas de produção de alimentos é uma forma de prevenção contra o vírus e impactos sociais.

Os restaurantes, lanchonetes, bares, padarias e outras empresas do setor devem se atentar para a limpeza e desinfecção dos utensílios e equipamentos usados na produção e comercialização de seus produtos. É essencial utilizar luvas, aventais e máscaras no preparo dos alimentos.

Outros estabelecimentos, como supermercados e mercadinhos, também devem zelar pela higienização nos equipamentos à disposição do público e nas operações internas.

O crescimento do e-commerce

Com o isolamento social, o segmento alimentício dribla a crise apelando para o comércio eletrônico, que diminui consideravelmente o risco de contágio. Conforme o Ebit/Nielsen, o e-commerce passou por um aumento de 18,5% de 31 de março a 6 de abril de 2020.

Mesmo assim, é preciso tomar cuidado com a validade e a conservação dos produtos vendidos, já que os alimentos são produtos perecíveis e, em alguns casos, não é viável o transporte para distâncias muito longas.

A valorização do comércio local

Impossibilitados de sair para muito longe, os consumidores tendem a dar preferência para estabelecimentos situados mais próximos de sua casa.

Dessa forma, os mercadinhos, pequenos restaurantes e bares e outros empreendimentos, situados fora do centro comercial, têm oportunidade de aumentar suas vendas. Assim, reduzem os problemas econômicos (ou impactos) dos pequenos empreendedores.

A demanda por estoque

Devido à pandemia de coronavírus no Brasil, não há mais a mesma intensidade e recorrência nas relações comerciais entre fornecedores e empreendedores. Por isso, é preciso estocar materiais para garantir a continuidade do negócio, como matéria-prima para os processos de produção e produtos para a comercialização.

A maior procura por linhas de crédito

Muitos empreendedores do segmento alimentício, principalmente os que são donos de negócios pequenos, podem se ver na contingência de recorrer a linhas de crédito para financiar capital de giro e investimentos em geral.

As instituições financeiras aproveitam a oportunidade para criar e tornar alguns financiamentos mais acessíveis, de forma a contemplar diferentes segmentos da economia, inclusive aqueles que estão sofrendo impactos maiores.

A maior fiscalização das condições sanitárias

No combate ao coronavírus, os órgãos fiscalizadores das condições sanitárias exercem uma vigilância mais rigorosa sobre os estabelecimentos do ramo alimentício, garantindo que estão seguindo as normas de higiene.

A falta de higienização pode ser determinante para a incidência de penalidades, como multas e até o fechamento do negócio. Por isso, existem iniciativas de apoio a bares e restaurantes afetados pela pandemia.

Outros impactos

Além desses, podemos citar impactos sociais, econômicos, como:

●       a necessidade de adaptação tecnológica;

●       o baixo faturamento;

●       a falta de liquidez e o endividamento;

●       a situação fiscal e contábil deficiente.

Mesmo com as medidas de apoio para superar a crise promovidas pelo governo, muitas empresas do ramo de alimentação estão enfrentando graves dificuldades para garantir sua sobrevivência.

As mudanças que vieram para ficar

Algumas mudanças vão permanecer mesmo após a pandemia. Comentamos a seguir.

O aumento da demanda por entregas

O delivery é um sistema mais prático para o cliente e que ajuda o empreendedor a vender. Em alguns casos, a taxa de entrega não é cobrada do cliente, o que estimula ainda mais o consumidor.

Com a pandemia, a demanda por entregas em domicílio aumentou bastante e os negócios que aderiram a essa prática conseguem se manter competitivos diante da crise.

Uma maior presença digital

Diante da impossibilidade de atuar presencialmente de forma contínua por causa da pandemia, os empreendedores encontram no mundo digital uma alternativa para não perder o contato com o cliente.

Isso significa estar mais ativo em blogs e redes sociais, bem como em aplicativos de relacionamento como o WhatsApp.

A reputação relacionada aos cuidados de prevenção e higiene

Com receio de se contaminar, o consumidor se atenta muito mais para questões de prevenção e higiene. Os estabelecimentos que mais tomarem cuidados nesse sentido serão mais valorizados pela população.

Os pagamentos sem contato físico

Uma mudança que se manterá mesmo depois da crise do coronavírus no Brasil é o pagamento sem contato físico, usando as ferramentas digitais. Dessa forma, não é necessário o contato entre pessoas, nem mesmo com o dinheiro.

Uma novidade nesse sentido é o pagamento por aproximação. O cliente apenas aproxima o smartphone ou o cartão de crédito da maquininha e o pagamento é efetuado. Nesse caso, não há contato físico com a máquina, promovendo mais segurança.

As previsões para o setor

O isolamento social causou estagnação em parte do comércio. Por esses e outros motivos, a pandemia de Covid-19 está levando a uma recessão econômica global e impactos econômicos sem precedentes.

Nesse contexto, muitos serviços e indústrias requerem posturas internas diferentes, ajustes na forma de trabalho e nos meios de produção, assim como uma comunicação e distribuição diferenciadas.

Prevê-se para o segmento de alimentação depois da pandemia uma modificação estimulada por novos hábitos e protocolos mundiais de sanitização e saúde. Também haverá uma evolução da tecnologia com o objetivo de otimizar a segurança alimentar, a sustentabilidade, a saúde da população e a estabilidade dos países.

Enfim, para reabrir seu estabelecimento e manter seu negócio diante da crise, é preciso se reinventar, aderindo às mudanças e se preparando para o futuro. Contar com o apoio de empresas especializadas em prestar serviços ao segmento alimentício e da tecnologia adequada certamente contribui para enfrentar e superar os impactos negativos que a Covid-19 está causando na economia.

O que achou do post? Trata-se de um assunto bem atual, que merece ser divulgado. Compartilhe nas suas redes sociais para ajudar outras pessoas a se informar melhor sobre a situação!