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Gestão de Pessoas

Como gerir uma equipe multigeracional?

12/04/17 20:07

Os estereótipos – e não as gerações – estão dividindo a força de trabalho

Com quatro gerações trabalhando juntas, é comum se ouvir que há diferenças entre essas pessoas no local de trabalho por causa da idade delas. Para nos ajudar a decidir de uma vez por todas se há alguma verdade em tudo isso, Karine Lienhard, Vice-presidente de Marketing da área de Incentivos e Reconhecimento da Sodexo, nos permitiu analisar um estudo feito pela empresa e conversar com Peter Cappelli, especialista em gerações e diretor do Centro de Recursos Humanos da Wharton School.

 

Onde estão os pontos em comum?

Muitas vezes ouvimos: s Millenials (nascidos entre 1977 e 2000) são mimados e suscetíveis; os GenXers (nascidos nas décadas de 1960 e 1970) são céticos e negativos; os Baby Boomers (nascidos entre 1946 and 1964) vivem para o trabalho; a tecnologia foi perdida para os Tradicionalistas. Embora possa ser fácil aceitar essas generalizações radicais, ao observar mais de perto descobrimos que as gerações realmente têm muito em comum – especialmente em termos de expectativas de qualidade de vida no local de trabalho.

De fato, a área de Incentivos e Reconhecimentos da Sodexo realizou um estudo em cinco países comparando a geração de jovens com outras no local de trabalho e descobriram que as seis principais expectativas de cada grupo eram exatamente as mesmas: segurança e proteção para o futuro, saúde e família; gestão do tempo pessoal/equilíbrio da vida profissional; reconhecimento financeiro pela contribuição pessoal; desenvolvimento de carreira; pareceres regulares e contínuos; desenvolvimento pessoal dentro e fora do local de trabalho.

“É realmente incrível", diz Lienhard. “Quando nos propusemos a realizar este estudo, pensamos que haveria diferenças bastante acentuadas entre as necessidades e as expectativas dos funcionários de diferentes países e gerações. No final, descobrimos que isso não era verdadeiro. Havia também semelhanças muito grandes de país para país. As necessidades de um funcionário na Índia não eram tão diferentes das de um funcionário na Polônia ou nos EUA.”

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte chegaram à mesma conclusão quando o estudo revelou que Millennials, GenXers e Baby Boomers procuram integrar o trabalho à vida, oportunidades de trabalhar em projetos desafiadores, oportunidades de avançar profissionalmente, tratamento justo e remuneração competitiva. Uma pesquisa do IBM Institute for Business Value de 2015 igualmente apontou poucas diferenças entre gerações – alegando que elas compartilham os mesmos fatores motivacionais e opiniões sobre o local de trabalho.

 

Quebrando estereótipos

De acordo com especialistas em gerações, as nuances que vemos no local de trabalho estão mais relacionadas às expectativas individuais do que às expectativas gerais das gerações. Além disso, essas diferenças tendem mais a se alinhar com o estágio da vida do indivíduo do que com o ano de nascimento.

“Uma diferença geracional implica em algo sobre os membros de um grupo que persiste na vida. Mas é bem evidente que as diferenças no local de trabalho não são geracionais", explica Cappelli. Em outras palavras, essa noção de estágio, e não idade, é muito importante quando as empresas refletem sobre o que motiva os funcionários no local de trabalho. “Quando os funcionários iniciam a carreira, eles desejam coisas diferentes, especialmente oportunidades de aprender e avançar. Em um estágio intermediário da carreira, normalmente por causa das necessidades da família, os funcionários precisam de dinheiro e estabilidade; no final da carreira, eles procuram coisas diferentes mais uma vez, muitas vezes enriquecimento pessoal", ele diz.

Um aspecto do mundo laboral dos dias atuais que parece unir todos – ao longo de gerações e culturas – é a necessidade de um maior equilíbrio entre trabalho e vida. Foi também um tema comum no estudo da Sodexo – e por um bom motivo: é importante para todos.

“A fronteira entre trabalho e tempo livre está desmoronando, em grande parte devido ao fato de que estamos sempre conectados", diz Lienhard. “Assim sendo, para compensar esta ultraconectividade, os funcionários estão agora procurando maneiras de gerenciar o tempo e encontrar mais equilíbrio. E as empresas precisam levar isso em conta ao projetar programas de incentivo".

 

Regras de personalização acima da padronização

Para que as empresas sejam realmente bem-sucedidas com equipes multigeracionais, elas deverão ir além dos estereótipos e conhecer os funcionários, entender suas expectativas de qualidade de vida e descobrir o que os motiva. A partir daí, poderão ser criadas abordagens personalizadas ao invés de políticas gerais.

“Uma solução que pode ser extraída da pesquisa é que os funcionários querem ser vistos como uma pessoa completa – com interesses pessoais e hobbies – e não apenas alguém que bate ponto das 9 às 17 horas", diz Lienhard.

A Sodexo encontrou uma forma de abordar essa individualidade por meio de sua ampla variedade de serviços para colaboradoers. O programa de incentivo se baseia nos interesses, desafios e prioridades dos funcionários e permite que eles escolham recompensas – sejam programas culturais ou de saúde e bem-estar. Essa flexibilidade e oportunidade no local de trabalho não apenas atende às necessidades de várias gerações, mas dá a todos os funcionários a liberdade de crescer e se desenvolver.

A diversidade geracional, tão comum hoje em dia, exige que as empresas invistam em um pouco de trabalho braçal para garantir que as pessoas entendam o que mais importa para os funcionários. “Saber onde os funcionários estão posicionados na carreira e na vida, além das necessidades relacionadas poderá ajudar a criar uma força de trabalho multigeracional satisfeita e bem remunerada", afirma.

Cappelli acrescenta: "O ponto mais importante sobre o assunto, sobre o qual não há discussão, é que mesmo se houvesse diferenças moderadas entre os grupos etários quanto a valores eles seriam irrelevantes para os empregadores. Por quê? Porque efeitos moderados encobrem uma variação enorme em qualquer faixa etária. Quer algo para realmente se preocupar? Leve em conta o fato de que estamos obcecados por diferenças inexistentes no que se refere aos interesses entre os jovens, ignorando os interesses da enorme e crescente força de trabalho mais madura”.

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