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Gestão de Pessoas

O avanço da tecnologia vai prejudicar nossa qualidade de vida?

13/10/17 15:20

As empresas que entenderem a mudança não vão repetir os erros da revolução industrial

A era digital oferece oportunidades jamais vistas. Ao seguir as tendências da tecnologia, as empresas podem crescer mais e mais rápido do que nunca. Conforme o mercado se acirra, as organizações se esforçam para acompanhar as novidades e não afundar. Como consequência, novos jeitos de trabalhar, novas estruturas organizacionais e mudanças na estratégia estão acontecendo cada vez mais rápido.

Segundo Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, estamos vivenciando a “quarta revolução industrial”: a era da automação e da digitalização. Se isso soa como algo importante, é porque realmente é. Mas mudanças radicais nem sempre são positivas.

Vamos olhar para a primeira revolução industrial: foi o nascimento da sociedade moderna, a evolução do trabalho no campo. Mas foi também brusca, perigosa e terrível para a maioria das pessoas que passaram por ela.

As horas de trabalho aumentaram drasticamente (chegaram a 70 horas por semana!), mesmo que as condições piorassem. Acidentes e doenças eram corriqueiros. Pelos ganhos econômicos da época, um operário comum de Manchester, na Inglaterra, por volta de 1810, tinha uma vida ainda pior do que a de seus avós agricultores ou artesãos.

Existe o risco de estarmos nos condenando ao mesmo destino? Embora a digitalização e a automação possam criar inúmeras oportunidades e aumentar a produtividade, podem também deixar as pessoas para trás.

Para os pessimistas, a era da IA (Inteligência Artificial) não é uma era de abundância, mas uma era em que a maioria das pessoas participa de uma corrida frenética e imediatista contra a obsolescência, enquanto lutamos em vão para nos reciclar tão rápido quanto uma empresa tecnológica escreve um algoritmo. Mesmo em seu emprego, o trabalho pode se tornar ainda mais intenso e exigente. Os e-mails que hoje recebemos fora do horário de trabalho podem ser os primeiros sinais da cultura de amanhã, de estarmos sempre disponíveis.

As empresas terão, agora, um papel fundamental. Elas colocarão as pessoas ou os programas em primeiro lugar? Na primeira revolução industrial, as pessoas eram descartáveis (não importava muito para um dono de fábrica se você gostava do seu trabalho – se quisesse ter uma casa em troca de trabalho, era um privilégio), mas este não é o caso aqui.

Mesmo as atuais empresas que têm suas atividades mais ligadas à tecnologia são totalmente dependentes do talento de seus colaboradores. Aquelas que conseguirem atrair e manter os melhores talentos, criando ambientes propícios para que deem seu melhor, serão bem-sucedidas. Aquelas que não conseguirem isso serão levadas pela corrente da história.

Portanto, há um aspecto ao mesmo tempo corporativo e moral para garantir que os colaboradores usufruam dos ganhos que a tecnologia pode trazer, não apenas no aspecto salarial, mas na própria natureza de seu trabalho. Ao eliminar as tarefas triviais e nos ajudar a controlar nossa carga de trabalho e níveis de estresse, a tecnologia tem o potencial de melhorar nossa qualidade de vida no trabalho, ajudando tanto o colaborador quanto o empregador a prosperar.

Precisamos prestar atenção a isso neste momento, porque o ritmo da tecnologia nos ultrapassará se não o fizermos. As novas tendências tecnológicas transformarão seu local de trabalho e sua empresa, para o bem ou para o mal. O rumo que eles vão tomar dependerá da sua reação daqui para frente.

Saber que você deve agir é meio caminho andado. A parte mais difícil é saber como. Entre 16 e 17 de outubro será realizada, em Londres, a segunda edição da Conferência de Qualidade de Vida da Sodexo, que acontecerá em Londres. Você saberá como empresas pioneiras trabalharam para melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores, compartilhando os desafios e as lições que aprenderam no caminho. Para mais informações, visite www.qualityoflifeconference.com.

Leia o artigo original aqui

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