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Gestão de Pessoas

O Big Data transformou os benefícios empresariais

24/04/17 17:55

O Big Data é uma realidade – mas como podemos aproveitá-lo ao máximo?

Nos últimos anos, o Big Data tem abalado a maneira como fazemos negócios e até mesmo como levamos nossas vidas. Mas o acesso a essa quantidade de dados também poderá fornecer às empresas maiores e melhores ideias no que se refere às expectativas e necessidades de seus consumidores. Denis Machuel, CEO global da Sodexo Benefícios e Incentivos e CDO do Grupo Sodexo, explica como as empresas podem capitalizar o Big Data e aponta os desafios associados a isso.

Como a chegada do Big Data muda a forma como as empresas enxergam os benefícios e os programas de incentivos e reconhecimento para seus funcionários?
Denis Machuel:
Até recentemente, as empresas projetavam benefícios e programas de incentivo com base muito mais na intuição de seus gestores do que em dados reais. Como resultado, programas antigos muitas vezes giravam em torno de soluções multifuncionais. Em última análise havia uma probabilidade maior de serem ruins do que bons no que diz respeito à participação de funcionários, ao engajamento e ao sucesso global.

Hoje, o cenário é muito diferente. Agora as empresas têm grandes volumes de dados na ponta dos dedos, o que permite identificar a demografia de suas equipes, questões de bem-estar, necessidades das pessoas e problemas gerais no local de trabalho. Assim sendo, foi possível se deslocar de um modelo "tamanho único" para programas personalizados completamente adaptados a cada indivíduo.

Quais os benefícios desse nível de personalização?
D.M.:
Com os dados, podemos medir a frequência com que os funcionários tiram proveito de benefícios e recompensas – tudo dividido por idade, localização, etc. Esses dados em tempo real permitem que as empresas vejam se os colaboradores estão verdadeiramente interessados nos benefícios que recebem e monitoram a eficácia do programa. Mais importante ainda, esses dados também permitem adaptação e reformulação de maneira adequada. Com acesso aos dados corretos, as empresas poderão desenvolver programas mais apropriados e mais envolventes, o que posteriormente causa um impacto mais forte e mais preciso na qualidade de vida dos funcionários.

Por outro lado, existem alguns desafios que acompanham o Big Data que não existiam anteriormente?
D.M.:
Há beleza e risco relacionados ao Big Data. Quer se torne uma ferramenta imensamente poderosa e útil que produz impactos positivos, quer se torne algo que demande muita responsabilidade, isso depende inteiramente de como é usado. Junto com o acesso a dados confidenciais e pessoais vem uma grande responsabilidade. É crucial para as empresas abordar o Big Data de forma cuidadosa, pois poderá envolver questões éticas e jurídicas graves.  

Na Europa, está previsto um novo regulamento de proteção de dados para 2018. Na Sodexo, estamos comprometidos em cumprir esse regulamento mas, além disso, garantiremos que o espírito de proteção da privacidade esteja em primeiro plano.

Quais as medidas tomadas especificamente pela Sodexo para garantir a privacidade e a segurança dos dados?
D.M.:
Estamos criando grupos de trabalho multifuncionais e todos os fluxos necessários para garantir a privacidade dos dados e a conformidade com os regulamentos em todo o mundo. Recrutamos especialistas em dados para trabalhar em nossos departamentos de finanças, TI e jurídico – todos envolvidos no processo de Big Data.

Com esses grupos de trabalho em atuação, como a Sodexo continuará capitalizando o Big Data?
D.M.:
Recentemente investimos na Wynd, uma empresa startup que nos ajudará a agrupar nossos serviços On-site e de benefícios e incentivos para ter ofertas mais abrangentes. O novo programa permitirá, por exemplo, que os funcionários que têm acesso a um refeitório na empresa, administrado pela Sodexo, tenham a opção de também almoçar na região ou pedir comida por delivery. A Wynd nos permite alavancar dados, antecipar necessidades e comportamentos de funcionários e criar de maneira proativa diversas soluções de almoço.

Parece que o Big Data também poderá ajudar a Sodexo a fortalecer parcerias com comerciantes locais, você concorda?
D.M.:
Com certeza. Hoje, 1,3 milhão de parceiros aceitam os cartões Sodexo em  mais de 3 milhões de estabelecimentos em todo o mundo. Direcionamos muito tráfego para esses comerciantes; quanto mais conseguimos coletar dados qualitativos e caracterizar a população de clientes, mais forte essa parceria poderá ser. Esses dados nos permitem criar ofertas personalizadas e soluções personalizadas em parceria com esses comerciantes

O que as empresas precisam aprender para ter sucesso?
D.M.:
O sucesso do Big Data não está em simplesmente acumular toneladas de dados; o verdadeiro trabalho reside na habilidade de selecionar o que é importante. É aqui que entram os especialistas em dados. Ao empregar o conhecimento adequado, as empresas poderão mergulhar nos dados e encontrar tendências, padrões e temas. Elas conseguirão construir ambientes de trabalho mais saudáveis e identificar precocemente riscos potenciais relacionados à saúde .

Ou seja, ter acesso a dados não significa que você gerará valor automaticamente. É preciso fazer as perguntas certas: Como analisamos os dados? Como podemos usá-los para adaptar de maneira adequada os programas para compreender os desejos de comportamento de nossos clientes e consumidores?

Você poderia dar um exemplo concreto de como esse tipo de dados "em tempo real" poderá contribuir para o sucesso de um programa de reconhecimento?

D.M.: Os programas de saúde e bem-estar para funcionários são um ótimo exemplo de Big Data sendo bem aproveitado. Apps e tecnologia wearable poderão ajudar as empresas a entender melhor hábitos alimentares e de atividade física de seus colaboradores. Como resultado, elas poderão projetar programas que irão envolver e motivar suas equipes. E essas iniciativas vão promover um ambiente de trabalho mais saudável e focado na qualidade de vida dos profissionais.

A mobilidade é outra área que está se transformando pelo Big Data, tanto ao se abordar o transporte intermunicipal como as viagens de longa distância. Quanto mais entendemos o uso e os comportamentos, mais podemos otimizar soluções, aprimorar programas e fornecer uma oferta abrangente de serviços para os funcionários dos nossos clientes, bem como para a equipe da Sodexo. Essas mudanças acabarão por facilitar o dia a dia das pessoas que trabalham.

Alguma reflexão final sobre o Big Data?
D.M.: O Big Data é uma ferramenta incrível que nos permite fazer inúmeras coisas, mas há uma grande complexidade em tudo isso. Devemos encontrar uma maneira de equilibrar os benefícios do Big Data com a necessidade de respeitar a privacidade individual. A questão é analisar, compreender e criar soluções – não "monitorar" a atividade das pessoas. Para nós, essa diferença é absolutamente fundamental.

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