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Qualidade de Vida

O equilíbrio trabalho-vida pessoal é possível?

23/05/17 14:04

Benefícios corporativos podem contribuir para o equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal

Em um mundo em que todos estão conectados 24 horas por dia, com vida pessoal e dias no escritório igualmente agitados, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal pode facilmente ser afetado – juntamente com o desempenho dos funcionários no trabalho. O que as empresas podem fazer para contribuir que o equilíbrio realmente aconteça? Bruno Vanhaelst, Vice-Presidente Sênior de Marketing, Estratégia e Desenvolvimento de Vendas da Sodexo Benefícios e Incentivos e da Sodexo Serviços Pessoais e Domésticos, analisa os desafios e soluções para o quebra-cabeça trabalho-vida pessoal que vivemos na atualidade.

Por que é fundamental dar atenção ao equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal dos funcionários?

Bruno Vanhaelst: A resposta é dupla, com a primeira parte sendo 'Porque é uma prioridade para as pessoas que trabalham'. Encontrar um equilíbrio, em um mundo onde as pessoas estão conectadas 24 horas por dia e as linhas entre tempo de trabalho e tempo pessoal estão ficando desfocadas, não é uma tarefa fácil. Flexibilidade no dia de trabalho está se tornando um ponto-chave. Em estudos, quase metade dos diretores de RH dizem oferecer a opção de horários de trabalho mais flexíveis para atrair e recrutar novos talentos, enquanto a maioria dos gerentes dos EUA acredita que a flexibilidade tem um efeito positivo no engajamento (60%), motivação e satisfação (68%) dos funcionários. Uma pesquisa recente da Sodexo mostrou que 90% dos funcionários querem passar mais tempo fora do local de trabalho, enquanto outra pesquisa, feita com líderes de PMEs em sete países,  descobriu que a melhoria do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal era a segunda maior prioridade para os colaboradores.

A segunda parte da resposta é que os funcionários que estão lutando para equilibrar suas vidas serão menos engajados e menos produtivos durante suas horas de trabalho.

O que está por trás de não se conseguir equilibrar trabalho e vida pessoal?
BV:
Varia muito. Desde acontecimentos isolados a situações em andamento: o aquecedor quebra em casa, uma criança está muito doente para ir à escola ou há um problema de saúde com parentes idosos – um problema particular da “geração sanduíche", profissionais que cuidam de crianças e pais ao mesmo tempo, enquanto tentam manter um emprego.

Enquanto isso, algumas famílias só tem o pai ou a mãe e outras, após o divórcio, estão fazendo malabarismos com dois conjuntos de mães e pais. Ao mesmo tempo, há também pressões relacionadas ao trabalho.

Para muito, o volume de trabalho está aumentando durante o horário de expediente e invade noites e fins de semana – principalmente devido a e-mails relacionados ao trabalho que invadem os smartphones das pessoas.

Em uma economia globalizada, onde a redução de custos é frequentemente importante na agenda corporativa, os profissionaiss podem estar sob pressão para produzir mais, com menos recursos e trabalhar mais horas. Tudo isso gera estresse, juntamente com o risco de esgotamento e até mesmo depressão.

No Reino Unido, estima-se que o estresse relacionado ao trabalho custará ao país 10,4 milhões de dias de trabalho perdidos por ano. O mesmo estudo também descobriu que 27% dos funcionários sentem-se deprimidos, 34% sentem-se ansiosos e 58% estão irritados por ter que trabalhar por mais horas. Desnecessário dizer que condições como essas afetam o desempenho das pessoas e a retenção de funcionários.

Como as empresas podem lidar com esse tipo de situação?
BV:
Existem várias opções, embora o ritmo e a complexidade da vida moderna sejam uma questão social - e não algo que uma empresa possa resolver facilmente. Se o primeiro passo é ter um ambiente de trabalho agradável, o segundo é oferecer soluções das mais variadas - ajudar com os cuidados das crianças, assistência a idosos, apoio financeiro, horários de trabalho flexíveis ou serviços de atendimento a profissionais para ajudar com as diferentes demandas diárias de suas vidas ocupadas.  Trata-se de oferecer serviços que fazem as pessoas economizarem tempo, dinheiro ou mesmo ambos.

O terceiro passo seria implementar iniciativas que melhorassem seu bem-estar através de programas de saúde e bem-estar, plataformas de reconhecimento, programas de assistência aos funcionários ou aprendizado e desenvolvimento. 

Obviamente, eu gostaria de acrescentar que é importante identificar benefícios que atraem diferentes perfis de funcionários e estilos de vida.

Que tipo de perfis estão envolvidos aqui?

BV: Um estudo realizado pela Sodexo em 2016 com líderes de PMEs de diversos países identificou quatro grupos distintos. O "Pragmático no Trabalho" tende a ser mais velho, sem filhos  e é funcionário de uma grande empresa. O salário é o mais importante nesta categoria. O “Buscador de Execução” é mais jovem, mais propenso a trabalhar em uma startup e é menos motivado pelo salário. Espalhados em todas as categorias sociais e idades, você encontra o “Equilibrista entre Vida e Trabalho”, enquanto o funcionário “Trabalho para Viver” tende a ser mais jovem, planejando casar ou começar uma família e não está realmente empenhado nas metas do empregador. É crucial compreender os diferentes estilos de vida e necessidades destes vários grupos, a fim de oferecer uma solução adequada para cada um deles.

Que tipo de impacto pode ter um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal?

BV:
É significativo e o mesmo em todo o mundo. Um estudo realizado pela Sodexo em sete países revelou que 89% dos líderes de PMEs perceberam um aumento na produtividade e eficiência após a implementação de medidas para facilitar a gestão da vida pessoal dos colaboradores.

88% dos entrevistados descobriram que tais medidas melhoraram a reputação da sua empresa, 82% mencionaram que facilitavam o recrutamento de novos talentos e 74% disseram que o volume de negócios tinha aumentado. Assim, há pouca dúvida sobre seus benefícios diretos aos negócios.

Existe também um benefício muito claro na redução do volume de negócios - e todos os custos associados. Em um estudo do Hay Group, utilizando sua base de dados de mais de cinco milhões de empregados, mais de 25% dos entrevistados que não perceberam nenhum apoio ao seu esforço de tentar equilibrar trabalho e vida pessoal planejam deixar seus empregos nos próximos dois anos, em comparação com os 17% que se sentiram apoiados. A pesquisa realizada pela Sodexo com PMEs concluiu que profissionais de cinco países diferentes (Brasil, Estados Unidos, França, Índia e Polônia) classificam o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal como o segundo aspecto mais importante de um emprego.

Como a Sodexo pode ajudar as empresas a contribuir para melhorar o equilíbrio entre trabalho e a vida pessoal dos seus colaboradores?

BV:
A Sodexo tem uma grande variedade de serviços, tanto na área de Benefícios e Incentivos como em  Serviços Pessoais e Domésticos. Esses serviços (nem todos disponíveis no Brasil) incluem cuidadores para crianças, soluções de mobilidade, ferramentas de planejamento financeiro, programas de saúde e bem-estar, serviços de atendimento a profissionais, assistência domiciliar para pessoas dependentes, programas de reconhecimento, entre outros. Tudo isso permite aos colaboradores dedicarem-se plenamente ao seu trabalho, sabendo que receberão todo o apoio de que necessitam em sua vida privada. Isso representa uma melhoria direta na qualidade de vida das pessoas, e o feedback que recebemos é incrível.

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