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Qualidade de Vida

Como Políticas Melhores Conduzem a Uma Vida Melhor

24/02/17 13:15

Reduzir a desigualdade social é importante para a melhora dos níveis de qualidade de vida

A promoção de políticas para melhorar o bem-estar social e econômico das pessoas precisa se concentrar em três tópicos: emprego, educação e saúde. É o que afirma Mari Kiviniemi. Ela, que já foi primeira-ministra da Finlândia e hoje é Vice-Secretária-Geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), parceira mundial da Sodexo, acredita que reduzir a desigualdade é necessário para a melhora da qualidade de vida ao redor do mundo.

Nos 34 países membros da OECD, o abismo entre ricos e pobres aumentou. Hoje, a renda média dos 10% mais abastados é dez vezes maior do que a dos 10% mais pobres – há 25 anos, o primeiro grupo era sete vezes mais rico do que o segundo. “A redução da desigualdade é um imperativo moral, social e político, mas agora sabemos que também é economicamente inteligente”, disse Kiviniemi. “Há uma agenda internacional sobre a medição do bem-estar que simplesmente não existia há 10 anos”.

Tornar o mundo mais igualitário passa por oferecer mais oportunidades de emprego. Além de ser um dos principais motores do padrão de vida material, o trabalho é um poderoso determinante da qualidade de vida. Quando os empregos são qualitativos, dão mais saúde, satisfação e equilíbrio entre vida familiar e profissional. Criar mais e melhores empregos deve estar sempre no centro das políticas governamentais – não somente para o desenvolvimento dos países, mas também para reduzir a pobreza e aumentar a coesão social.

A finlandesa ressalta a importância de se investir mais em educação e também na qualificação profissional. Já se foi o tempo em que só um diploma universitário garantia um bom emprego. Portanto, é importante que as pessoas tenham acesso a ferramentas de ensino durante toda a vida. Isso é fundamental para impulsionar o emprego e o crescimento econômico, bem como promover a inclusão social através da reintegração de indivíduos no mercado de trabalho.

Sobre o tema da saúde, Kiviniemi ressalta a importância de construir sistemas de saúde sustentáveis nos países industrializados, sobretudo naqueles que passam por um processo de envelhecimento de sua população. E faz uma menção à insuficiência desses sistemas no que se refere ao tratamento da doença mental. “Nenhuma doença afeta mais a sociedade do que as enfermidades cerebrais e mentais”. Citando pesquisa da própria OECD, ela afirma que o resgate dos doentes mentais ao campo de trabalho diminuiria o índice de desemprego em 5%.

Por fim, a Vice-Secretária-Geral também pede por novas políticas para aumentar a participação das mulheres, imigrantes e pessoas com deficiência na atividade econômica. No entanto, salienta que simplesmente desenvolver políticas não é suficiente. Para as questões que afetam o bem-estar e a prosperidade (empregos, rendimentos, as alterações climáticas, a desigualdade de gênero, saúde, educação, habilidades e equilíbrio entre vida familiar e profissional) precisamos manter uma estreita colaboração entre o setor público e o privado. Crescimento e inclusão precisam ser pensados juntos.

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