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Gestão de Pessoas

Sua empresa está pronta para o futuro?

18/07/18 11:52

O conceito de trabalho mudou. Conheça algumas tendências mundiais relacionadas ao mundo profissional que podem alavancar seus resultados.

Tendências do mercado de trabalho para o futuro

 

A forma como trabalhamos evolui junto com a sociedade. No passado, grandes empresas eram muito hierárquicas, com centenas (se não milhares) de pessoas trabalhando juntas no mesmo local, ao mesmo tempo. Os tempos mudaram e hoje o foco está na flexibilidade, com rotinas de trabalho cada vez mais próximas das necessidades dos profissionais. Surgiram novas tendências no mercado de trabalho, com microempresas inovadoras, que priorizam a criatividade nas empresas.

Em um mercado em que as empresas competem para atrair e reter talentos e, assim, se diferenciarem na concorrência, novas tendências relacionadas ao trabalho aparecem o tempo todo. Reunimos quatro delas que são importantes para gestores de RH e donos de PMEs: 

Trabalho remoto

O aumento no número de profissionais que executam suas atividades fora do espaço físico da empresa e de funcionários temporários são dois sinais claros de que a rotina das 9h às 17h está se tornando coisa do passado. Trata-se de uma nova tendência no ambiente de trabalho da inovação empresarial. Um  estudo da Lancaster University prevê que, até 2020, 70% das empresas no Reino Unido adotarão o trabalho remoto, atraídas pelo “aumento da produtividade, melhoria do bem-estar do funcionário, atração e retenção de talentos e redução nos custos com manutenção de escritórios”. 

 

A Basecamp, empresa que cria plataformas colaborativas on-line, é um exemplo de flexibilidade: seus 50 colaboradores estão espalhados em 32 cidades nos EUA. Na medida em que a flexibilidade se torna realidade, surgem oportunidades de negócio para abrigar esse novo exército de profissionais em trânsito. Em parceria com a Néo-Nomade, a Sodexo disponibiliza mais de 600 espaços de coworking na França. Com a ascensão da economia GIG e dos modelos de negócio inovadores como o Uber,  não surpreende que até 30% dos profissionais da União Europeia e dos EUA sejam, atualmente, de autônomos e temporários. 

Capacitação profissional

Apesar da evolução tecnológica, ainda há poucos profissionais qualificados para preencher novas vagas de trabalho. Cerca de 40% das empresas alemãs e dos EUA têm dificuldade para preencher vagas. Já em economias emergentes como na Índia e no Brasil, esse percentual chega  a 64%. 

O futuro exigirá ainda mais conhecimento: pesquisa da Universidade de Georgetown prevê que, até 2020, 65% dos empregos criados nos EUA vão exigir alguma qualificação acadêmica, priorizando a criatividade e inovação nas empresas. 

Como a contratação e a integração de novos funcionários podem custar até duas vezes o salário de alguém que já trabalha na companhia, grandes empresas como McDonald’s e Starbucks estão investindo em programas de requalificação personalizados para seus funcionários.

A capacitação é popular entre os colaboradores, melhorando tanto o clima organizacional como a retenção de talentos. Estudo da consultoria PWC revelou que 74% dos profissionais estão prontos para aprender uma nova habilidade ou até uma nova profissão para manterem seus empregos. 

Os três métodos mais populares são os cursos convencionais em sala de aula, o aprendizado à distância e o coaching/mentoria. O programa Spirit of Mentoring da Sodexo oferece aos funcionários um programa colaborativo para desenvolvimento profissional. 

Empoderar com tecnologia – inovação tecnológica nas empresas

A tecnologia está sendo usada pelos gestores de RH para impulsionar uma mudança positiva nas empresas. Na medida em que novas ferramentas e plataformas emergem, as equipes de gestão de pessoas implementam novos serviços para melhorar a experiência dos funcionários, aumentando sua produtividade. 

A Internet das Coisas (IoT) está entre os recursos usados pelo RH para promover a mudança, que valoriza projetos inovadores para empresas.

Os “prédios inteligentes”, por exemplo, permitem que a iluminação e a temperatura do ambiente sejam adaptados sempre que necessário, o que reduz custos em até 50%

A “tecnologia vestível” é outro ativo valioso de IoT. Nos EUA, 58% dos profissionais estão abertos a usar um dispositivo vestível se ele melhorar seu desempenho no trabalho. Na indústria e na construção, eles podem  contribuir para melhorar os índices de segurança no trabalho. Na Austrália, a SmartCap Technologies desenvolveu uma faixa de cabeça que cabe dentro de um boné e monitora as ondas cerebrais, avisando o usuário sobre fadiga ou quando ele corre perigosamente o risco de cair no sono. 

 “Digitalizando o local de trabalho, somos capazes de melhorar a experiência dos funcionários como um todo”, diz Belen Moscoso del Prado, Chefe Executiva de Inovação e Digital para o Grupo Sodexo. “Isso acontece por causa da capacidade das tecnologias de IoT agirem de modo que o todo seja maior do que a soma das partes. Cada sensor nos ajuda a coletar uma visão holística e então podemos entender os benefícios vistos quando modificamos um aspecto do local de trabalho”. 

Experiência do funcionário e gerenciamento de capital humano 3.0 

A disposição dos profissionais em adotar tecnologias como a IoT é relevante em um momento em que dois terços deles não estão engajados. Para tratar deste problema, os departamentos de RH estão usando uma tecnologia chamada Gerenciamento de Capital Humano para buscar uma nova forma de conseguir engajamento. É a chegada da inovação tecnológica nas empresas!

A mais nova versão, o GCH 3.0, desenvolve estratégias para colaboradores em cinco áreas principais: programas de reconhecimento, aprendizado, saúde e bem-estar, envolvimento com a comunidade e pesquisas/análises dos colaboradores.

Naturalmente, as plataformas digitais têm uma função importante a ser desempenhada nos esforços do GCH para trazer à tona o melhor dos funcionários de uma empresa. Na América Latina, uma pesquisa revelou que 40% das empresas estão usando a tecnologia para gerenciar suas três prioridades de RH: produtividade, engajamento e cultura corporativa. A estimativa sobe para 70% em empresas com mais de 10 mil funcionários. 

Outro estudo revelou que 70% dos profissionais acreditam que softwares de engajamento  os ajudam a melhorar seu desempenho e 54% disseram que elementos de jogo poderiam ajuda-los a terminar uma tarefa. As novas tecnologias também podem apoiar em capacitação: na Samsung, óculos de realidade aumentada são usados para treinar os funcionários da linha de produção. 

E toda a tecnologia pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos profissionais. A Sodexo tem uma solução chamada Boundless (ainda não disponível no Brasil), que cria um programa personalizado para alimentação saudável, gerenciamento de estresse e do sono e educação financeira. “Engajamento aproxima as pessoas”, explica Mia Mends, CEO da Sodexo Benefícios e Incentivos/Inspirus na América do Norte. “É por isso que adotamos uma abordagem incomum para o bem-estar, permitindo aos funcionários configurarem um programa personalizado om base nas suas motivações, preferências e desafios”.

 

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