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Sustentabilidade

Igualdade de gênero: como acabar com a diferença de salário

10/05/19 14:43

Infelizmente, ainda hoje muitas mulheres acabam recebendo salários menores do que homens no mesmo cargo. Conheça três formas de acabar com isso

 

É possível acabar com a diferença de salários entre homens e mulheres. 3 dicas para empresas   

 

A diferença salarial entre homens e mulheres ainda é uma triste realidade em todo o mundo.  Na Europa, os homens ganham, em média, 16,4% a mais do que nas mulheres. Nos EUA, essa diferença sobe para 18,2% e, no Japão, chega a 27%. No Brasil, um estudo de 2018 mostra que as mulheres ganham, em média, 72% do que os homens recebem ocupando as mesmas posições.

Além de expor a dificuldade de se alcançar a igualdade de gênero no ambiente profissional, a disparidade salarial afeta diretamente o crescimento das empresas. Um estudo do McKinsey Global Institute previu que acabar com a diferença salarial no Reino Unido, por exemplo, poderia potencialmente aumentar em £150 bilhões o PIB em 2025. 

A maternidade é vista como a causa-raiz dessa desigualdade e as empresas podem (e devem) agir para acabar com as diferenças. Programas de benefícios e reconhecimento têm um papel importante nessa questão. Conheça três formas de promover o equilíbrio de gênero no trabalho:

1. Antes de começar, entenda o tamanho da diferença

A igualdade deve ser a regra em todas as organizações e é necessário que as empresas entendam o problema. Segundo Katie Donovan, fundadora da firma de consultoria Equal Pay Negotiations, só 30% das mulheres negociam seus salários, comparado a 46% dos homens. 

Um bom começo é identificar o tamanho da sua diferença de salário entre os gêneros e reportar os resultados para toda a empresa. Em uma pesquisa no Reino Unido, 70% dos respondentes acreditavam que reconhecer a diferença de salários entre os gêneros reduziria as disparidades. A consciência do problema é a chave. Outro estudo com profissionais na Europa descobriu que  53% dos respondentes não enxergam o problema, porque acreditam que não há diferença de salário entre homens e mulheres. 

Empresas que buscam a igualdade oferecem treinamento sobre o assunto para os gestores e abre canais de discussão com seus funcionários para discutir o assunto e para que discrepâncias de salário sejam notificadas. Também pode se usar análise de dados para entender e monitorar como as mulheres são contratadas e como ocorrem as promoções, além dos programas de retenção de talento. 

Para muitas mulheres, a diferença salarial começa durante o processo de recrutamento. Para tratar disso, foi criado na Sodexo um sistema para criar escalas de salário para cada posição profissional, de forma que os salários estejam alinhados com as habilidades e responsabilidades de cada um, sem levar o gênero em consideração. 

2. Atrair, motivar e reter talentos femininos

Coaching, mentoria e apoio podem ajudar as mulheres a desenvolverem suas carreiras e, assim, impulsionar o desenvolvimento da carreira de talentos femininos. O programa Unity Mentorship Program, da PayPal cria ligações entre 100 mentores e colaboradores da empresa. No Reino Unido e na Irlanda, a Sodexo criou a rede Women Work, que dá suporte para o desenvolvimento da carreira de mulheres e promove a igualdade de gênero na companhia.  A rede organiza eventos em que mulheres compartilham boas práticas, criam seus contatos dentro da Sodexo e se envolverem em atividades de caridade. 

3. Uma estratégia de longo prazo para a mudança 

Os pontos 1 e 2 podem contribuir para diminuir a diferença de salário nas empresas. No entanto, eles precisam ser parte de uma estratégia mais ampla que visa direcionar as mulheres mais cargos de gestão e como executivas sêniores. 

A Sodexo tem como alvo ter 40% de mulheres nos cargos mais altos da empresa, em todo o mundo, até 2025. Para isso, apoia suas colaboradoras com treinamento, mentoria, redes para debates sobre gênero e aumento da conscientização. Guiando esta estratégia está o Women's International Forum for talent (SWIFt), que reúne 34 líderes sênior para promover o avanço das mulheres na companhia.

Promover salários e oportunidades de carreira iguais para mulheres não é só uma questão de justiça, mas também é economicamente saudável. Entretanto, os benefícios que acompanham salários iguais não serão concretizados por iniciativas isoladas ou por estudos ocasionais de gênero. Somente um esforço coordenado em várias frentes fará com que as mulheres recebam um salário justo (e melhorem o desempenho dos seus empregadores). 

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