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Vamos enxergar as “deficiências invisíveis”?

08/01/18 09:22

Leia o artigo de Guilherme da Rocha Leite, colaborador da Sodexo Benefícios e Incentivos, sobre inclusão dentro e fora do ambiente de trabalho

Por Guilherme da Rocha Leite

 

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), uma em cada sete pessoas possui algum tipo de deficiência. Entretanto, muitas delas não são percebidas logo de cara. Alguns exemplos de “deficiências invisíveis” são as doenças mentais como depressão no ambiente de trabalho, profissional com dislexia, TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e o autismo; as doenças crônicas que, segundo o Ministério da Saúde, se dividem em 4 grupos (renocardiovasculares, câncer, obesidade e doenças respiratórias); a deficiência auditiva e os problemas de saúde associados à idade, como artrite e Alzheimer, além de dificuldades de aprendizagem. Portanto, não há como negar: pessoas com deficiência no mercado de trabalho são realidade – é preciso pensar em inclusão!

Vale reforçar esse dado: uma em cada sete pessoas, no mundo, se enquadra nesse perfil. Estamos falando de uma questão que está dentro de nossas famílias, no convívio em sociedade. São indivíduos que, independente de atuarem ou não no mercado de trabalho, compõem um perfil consumidor de produtos e serviços. Ou seja, participam ativamente do mundo em que vivemos.

Segundo um dado do ano de 2009 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), a perda estimada do Produto Interno Bruto (PIB) por exclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho pode chegar a 7%. Isso mostra a importância de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Em contrapartida, o Instituto de Produtividade Industrial dos Estados Unidos fez um estudo que revelou que 90% dos consumidores norte-americanos preferem empresas que empregam pessoas com deficiência. Para a Universidade de Cornell (2013), uma empresa responsável e engajada com essa causa pode melhorar a qualidade de vida de seus funcionários com necessidades especiais, bem como as pessoas que ela serve e atende, gerando um ambiente de trabalho mais inclusivo.

O fato é que mesmo diante de uma sociedade em transformação, que possui voz ativa graças às redes sociais, ainda vivemos em um ambiente em que as diferenças não são respeitadas. Independentemente de quem somos e qual nosso cargo dentro da empresa em que trabalhamos, precisamos enxergar as pessoas que convivem com algum tipo de deficiência e ajudar a disseminar esse assunto. É preciso criar uma cultura inclusiva que gere ações sustentáveis e resultados, tanto para as empresas quanto para a sociedade em geral.

Incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho e, também, estar preparado para falar e abordar as deficiências invisíveis podem, sim, contribuir para a melhoria da qualidade de vida de todos, colaborando para a criação dessa cultura de inclusão de que o mundo tanto necessita.

O primeiro passo a ser dado para essa conquista é colocar o assunto em evidência, seja no ambiente corporativo ou dentro de nossas casas, para que velhos paradigmas sejam quebrados e novas ideias possam ser construídas de uma forma colaborativa, transparente e com menos preconceito. É preciso tocar no assunto – pessoas com doenças mentais no trabalho são importantes e merecem ser tratadas dessa forma.

 

Guilherme da Rocha Leite é designer gráfico e trabalha no Marketing da Sodexo Benefícios e Incentivos.