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Gestão de Pessoas

Como ajustar o ambiente de trabalho às pessoas?

17/11/17 15:23

Ao refletir sobre o impacto do espaço de trabalho em nossa saúde, percebemos que as pessoas precisam voltar a ser o foco nas empresas

Leia, a seguir, o resumo de um artigo publicado pelo Silicon Republic sobre como a qualidade do ambiente de trabalho interfere em nossa vida.

As pessoas são o foco do design de um espaço de trabalho moderno

Recentemente, a Sodexo realizou um estudo com profissionais do Reino Unido. Em parceria com a Quora Consulting, entrevistou 2.800 pessoas e descobriu que pouco mais de um terço (34%) acreditava que sua organização realmente se preocupava com seu bem-estar. Menos da metade dos entrevistados (48%) confiam em seus gestores para decidir por eles sobre o que é certo.

Existem muitos fatores que contribuem para a saúde e o bem-estar geral, que incluem a alimentação, atividades físicas, padrões de sono, consumo de álcool e questões sociais. Mas o local de trabalho - onde muitos de nós passamos uma parcela significativa de nossa vida adulta – desempenha um papel importante.

 

As necessidades de uma equipe são tão fundamentais quanto qualquer exigência humana básica como espaço, nutrição e mobilidade. A motivação no ambiente de trabalho está diretamente ligada a isso! E então há fatores que podem tornar um ambiente prejudicial: má iluminação, barulho e relacionamento entre o grupo. Parece simples: dê à sua equipe um espaço brilhante, espaçoso e silencioso para trabalhar - com tanto alimento para o cérebro como para o estômago - e lá você terá profissionais mais felizes e mais produtivos. O ambiente de trabalho ideal se adapta às pessoas que o frequentam e às relações humanas no ambiente de trabalho.

 “As empresas que estão mais à frente são aquelas que conseguem usar a tecnologia de hoje para melhorar o ambiente de trabalho, reunindo equipes multidisciplinares e se concentrando de fato abordagens centradas no ser humano”, afirma Thomas Jelley, vice-presidente do Instituto Sodexo de Qualidade de Vida.

Segundo Jelley, a abordagem centrada no ser humano para o design do local de trabalho é sensível às nossas necessidades físicas e à forma como respondemos através dos nossos sentidos. "Pelo que podemos ver em nosso trabalho na Sodexo, a necessidade básica das pessoas no trabalho é a autorrealização. E esse “auto” é, precisamente, um ser humano”.

A motivação no ambiente de trabalho, a comunicação e as relações humanas também geram autorrealização aos profissionais.

Mexa-se!

Jelley também comentou o fato de termos robôs e computadores fazendo o trabalho de seres humanos. O que tem consequências boas e, também, ruins. “Ao longo das últimas décadas nossas vidas se tornaram muito mais sedentárias, porque ganhamos mais tempo para outras atividades que podem não ser saudáveis”, afirmou.

Ter mais tempo para praticar uma atividade física, preparar uma refeição saudável e socializar com amigos não significa que todos nós vamos fazer isso. Somos humanos sujeitos a falhas e nem sempre é nossa natureza fazer o que sabemos que é melhor para o nosso bem-estar. “Muitas vezes, quando temos mais tempo, não o usamos muito sabiamente”, advertiu Jelley.

Qualidade de vida no ambiente de trabalho pode ser diferente para cada pessoa. É preciso conhecer seu colaborador.

Cada vez mais, empresas e gestores percebem o valor de um ambiente de trabalho em que as pessoas se movimentem mais. Isso acontecem quando se deslocam de sua mesa para uma sala de reuniões ou, então, participam de uma reunião de pé, feita em uma mesa mais alta. Ao certificar-se de que todas as coisas que precisamos não estão ao alcance das mãos, o próprio ambiente cria a necessidade de atividade física. Parece uma solução banal garantir que a impressora, a máquina de café e o banheiro exijam uma locomoção para um lugar diferente, mas adicionar esses movimentos pequenos e frequentes ao trabalho diário pode ter um impacto significativo.

Design de experiência no local de trabalho

A inserção de robôs reais no ambiente de trabalho nos força a ver o trabalho a partir de uma nova perspectiva. Ao invés de ver a equipe como autômatos sem capacidade de raciocinar, agora máquinas de verdade para fazer atividades mais mecânicas. Com isso, os profissionais passam a ser vistos de fato como indivíduos com diferentes personalidades e necessidades. E esperamos ser tratados dessa maneira.

O exercício de repensar o espaço de trabalho seus usuários principais - os funcionários - em primeiro lugar. Também aumenta a probabilidade das empresas se afastarem de modelos padronizados de gestão que colocam todos na mesma caixa. Esse processo pode ser transformador para pessoas com habilidades diferentes ou com requisitos mais exclusivos.

Em vez de constantemente ver novas tecnologias, abordagens e conceitos como ameaças, precisamos também começar a reconhecer as oportunidades que elas trazem. “A tecnologia nos permite personalizar cada vez mais as coisas. Aqui entram as abordagens mais centradas no ser humano, baseadas em concepção e experiência para enfrentar conflitos e, ao fazê-lo, podermos contribuir com o nosso melhor e todos ganham com isso”.

 

Leia a íntegra do artigo aqui.